quarta-feira, julho 19, 2017

Game of Thrones. Episódio 1 da temporada 7. O resumo.

No facebook, sítio onde os blogues vão morrer, andei, na temporada passada de Game of Thrones, menina para fazer uns recápes cheios de piada. Agora, possivelmente com menos piada, faço os recápes aqui, que o povo pede, pede, e eu tipo pá, povo, não, ai, não me enervem, não quero, tá bem.

Temporada 7
Episódio 1
Dragonstone

Isto começa sem genético, o que é coisa para me deixar uuuui vem aí bosta. Pois que está o caseiro do Harry Potter a botar faladura e eu não me enganas, Valter Freitas, que fostes todo estraçalhado pela pequena no fim da temporada passada. Pois que pimbas, era a pequena, em grande domínio daquela coisa que eles também faziam muito bem na Missão Impossível, que era ter umas caras de latex e trau afinal sou o senhor dos gelados! Não, trau, afinal sou a Dolly Parton! Não, trau! E nisto envenena toda a família Freitas e, verdade que poupa as miúdas, também as deixa com um belo chiqueiro para limpar.

A Meera chega à Muralha com o Bran no trenó. Os gajos da Muralha levam o puto para dentro e a Meera tipo “tá, agora que eu o puxei pela neve, agradeço muito estes 200 metros de ajudinha, olha que foda-se.”

Em Winterfell o João das Neves quer mandar tudo o que é homem, mulher e criança para a guerra e ainda quer que o povo vá fazer de mineiro. A Lyanna concorda e nós concordamos com ela porque KWEEN. A Sonsa continua Sonsa e nheee discordo de ti, mano e nheeee vingança e o João fica puto e foi tipo tu queres ver??? 

O Raúl Meireles, que entretanto ficou encarregue de ir para lá da Muralha, daqui a pouco faz um cutchi cutchi à Matulona e os manos lá em cima recebem um corvo da Cercei que diz para o Neves ir lá ao beija-mão e deixar-se de merdas e ele tá bem deixa e a Sonsa não tenhas cuidado que vais ver, estás ralado com os zombes, vem a outra e o Frankenstein enfaixa-te a moleirinha de encontro a um pial.

A Cercei está com o decorador a pintar o chão do hall de entrada quando recebe a visita do Euro Greyjoy, que a pede em casamento. Coisas são ditas, sentimentos ficam magoados, ele vai voltar com uma prenda, que ela só dá fácil ao irmão.

O Samuel está na biblioteca nacional mas, por alguma razão, na biblioteca nacional também há um refeitório e velhotes a fazer cocó e autópsias e Mormonts carregadinhos de lepra. É como um daqueles sonhos em que um gajo está na floresta mas duas árvores são cães gigantes. Ou tens 10 euros na mão mas afinal são cobras que te falam de amor. O Samuel rouba um livro onde diz onde está uma mina – conveniente – onde se pode ir mineirar Vidro de Dragão, que mata os zombes e que – convenientemente – até nem é longe, basta apanhar a linha amarela e trocar no Marquês.

A Arya já vai toda feita, por aí fora, para ir matar mais gente, quando pára ao lado de um grupo de putos que vão acalmar o pessoal depois do massacre dos Freitas. E ela  já a ver a vida a andar para trás mas olha, vai-se a ver e são uns hippies que já estão fartos da guerra, meu, e a minha mulher acabou de ter um filho, pá, e eu sou o Ed Sheeran, quê???, come este esquilo e bebe este vinho que fiz com bagas, amiga. E ela tipo tá engarssade seus pusses, eu vou matar a rainha, boa? E eles lol boa.

O Hound é, como já se desconfiava, um fofinho cheio de emoções que vê cenas na lareira. O Dennis Pennis é um dos homens sem fronteiras #neverforget #googleit

A Dany chega a casa, com a squad toda artilhada, e eu já nem me lembrava que o Stanislau morou lá, todo azedo, era mesmo azedo. Ao lado vemos – convenientemente – algo muito parecido com o boneco que o Samuel viu no livro, da mina de Vidro de Dragão. E depois vão todos para dentro, aquilo ainda tem um fosso que sim senhor e uma vez lá dentro vai ver as vistas, e é tudo muito devagarinho e PIMBAS, passa com a mão por cima da mesa onde o Stanislau coisou a Marisandra e nós tipo ó menina vá passar um gel de álcool nisso que não há-de ser nada higiénico.

Notas mentais:
Onde é que a Dany arranjou aquelas farpelas de inverno?
O Jamie só tem uma mão mas é tão ou mais dinamarquês que tu, Euro!
Não comer uma torrada durante a cena da limpeza das arrastadeiras.

Karvela

sábado, dezembro 31, 2016

Feliz Ano Novo

É certo que algo que todos os pais e mães deixam de poder fazer é defecar em paz. Já tenho um cão cuja paciência para esperar pelo fim das tarefas que se cumprem no wc era curta, entrando frequentemente na sala do trono durante o acto mas agora arranjei aqui uma bicheza que tem polegares e, derivado de ser um camião TIR, já tem altura suficiente para aí desde os 2 anos para não permitir que mãe - sobretudo mãe, não entendo - não consiga fazer o chamado cocó e tenha que argumentar enquanto caga, o que é desconcertante. 

Karvela - Então??? Isto agora é todos os dias?
Pequeno Camarão - Sim, estou aqui a tomar conta de ti.
Karvela - Tu és tramado, puto...
Pequeno Camarão - E tu és uma puta.


Karvela


domingo, dezembro 18, 2016

Padrão floral

Kramer e eu precisamos de muito espaço entre nós. São 17 anos de relacionamento e sentimos necessidade de comprar uma cama com um metro e oitenta de largo.

O problema são os lençóis. Corrijo: o problema são as pessoas que vendem lençóis.

Loja de bairro, daquelas que vende tudo, não nos deixemos enganar por panos da loiça demasiadamente coloridos expostos orgulhosamente à porta da loja e vamos lá para a secção da roupa de cama.

Nós - "Precisamos de lençóis para uma cama de um metro e oitenta por dois metros."
Vendedora - "Muito bem, aqui estão."

Nisto inicia a primeira fase do processo Comprar Roupa de Cama. Esta fase envolve uma pausa que reflete todas as cores do arco-íris em forma de lençol, sobretudo aqueles que derivam em flores. Muitas e muitas flores.

Karvela - "Não tem nada mais discreto?"
Vendedora - "Isto não é discreto?" - enquanto prossegue com a mostra de um padrão floral.
Karvela - "Não. E que tal cores sólidas?"
Vendedora - "Sólidas como?"
Kramer - "Branco, preto, azul..."
Vendedora - "Isso não existe. E que tal este?" - enquanto prossegue com a mostra de um padrão floral.
Kramer - "Isso continuam a ser flores. Queríamos só sem padrão, sabe? Talvez umas riscas, no máximo."
Vendedora - "Riscas...? Mas este não é tão bonito?" - enquanto prossegue com a mostra de um padrão floral.
Karvela - "Não vamos gostar de nenhum com flores, é mesmo uma questão de gosto pessoal."

Contrariada, mostra-nos riscas. Kramer sente que eu já estava a atravessar a ponte da hostilidade e dá-me uma cotovelada tipo "cala-te, mulher, com esta já foste.". Dizemos que esse é menos mau mas não ficamos convencidos e ela prossegue com a mostra de um padrão floral dizendo "Mas este é tão discreto!"

Entramos na segunda - e curta - fase do processo Comprar Roupa de Cama. Esta fase implica conciliação relativamente mal sucedida.

Karvela - "Se calhar, para já, vemos só lençóis de baixo, daqueles elásticos? Tem?"
Vendedora - "Tenho".

E nisto prossegue com a mostra de lençóis de baixo apenas em cores sólidas.

Este texto está aqui há algum tempo, guardado, tranquilo. Na Zara Home encontrámos senhoras que não desejam cuspir-nos na córnea por pedirmos tecido liso mas também deixei lá o meu primogénito como pagamento.

Karvela (e ganhar, consegue-se?)



Drowning

Aposto que já sentiam alguma saudade:
a) de mim
b) das minhas compras online

Pois que pelo Natal desejei receber todo o rio Tejo e nosso senhor concedeu-me esse desejo sob a forma de uns senhores do Continente que iam falecendo para acartar isto tudo até ao segundo andar.


Karvela, pessoa que entretanto se doutorou e nota-se imenso.

domingo, maio 08, 2016

Ele mexe as bebidas com a pila

É com o gáudio de uma adolescente que acaba de descobrir a alegria de dormir com uma almofada entre as pernas que anuncio que na minha zona de residência há um Café do Aires. 

Em breve vou lá comprar um corneto e depois já vos digo se a bolacha vem mole, toda mole. 

Karvela

segunda-feira, maio 02, 2016

O Pequeno Camarão usa todos os dias calças de fato de treino descoordenadas com a parte de cima porque who the fuck cares. Ou cenas do star wars porque star wars. Sapatos é mato porque, uma vez mais, estamos a falar de um bebé, ele quer é presunto no chão ou téne com velcro que eu sou pessoa de emoções fracas e não sei se tenho coragem para ter outro filho, quanto mais para atar atacadores. No outro dia deixei que o vestissem mais jeitosinho e no fim, camisa e pullover, calças e boné, parecia um forcado do Aposento do Barrete Verde em dia de folga. Apeteceu-me correr o pai à chapada mas isto é garoto que fica bem com qualquer farrapo e deixei passar. Depois fomos sair. Gastou boa parte do reforço dos sapatos e quase rasgou as calças de ganga. Comeu frango do chão porque lhe caiu da mão e ele pôs na boca e eu tipo tá bem deixa, qualquer dia quero dar-te um prato gourmet e mandas-me enfiar a redução de vinho tinto no cu e eu tipo seu cabrão quando eras bebé até comeste frango do chão e depois pegamo-nos ao puxão de cabelo e eu tenho que culpar o pai tu é que o vestiste à beto uma vez e agora é isto que temos em casa.

Karvela

sexta-feira, abril 29, 2016

A minha vizinha que é muito doente

Nós temos uma vizinha que regressou de uma longa estadia noutra localidade. Vivia cá e lá, muito mais lá que cá. Uma vez por ano vem cá para ser operada. Vou ser operada porque é melhor ser cá porque lá há menos condições e por isso vim para cá. Depois ia-se embora para ser operada. Vou ser operada lá porque me chamaram e tem mesmo que ser lá. No ano seguinte regressa, ainda completamente ilesa, para ser operada. Estive à espera e finalmente vão-me operar, venho cá a um especialista. Duas semanas depois ia embora. Afinal não me operam tenho que voltar porque se ficar cá tiram-me da lista de espera do hospital de lá. 

Ávida praticante dos Dois Metros Sofá Porta, motivada sobretudo por uma atitude vencedora e pela vontade de ver quem chegou, o que traz vestido, quantos sacos do Continente traz e de que cor ainda é o carro que vira há pouco durante a prova de Cinco Metros Cozinha Porta, motivada sobretudo por uma atitude vencedora e por um ouvido de tísica que só não ouve o que não quer mas ouve a minha prima a pôr a chave à porta às cinco da manhã, era ela que eu bem a ouvi.

Agora diz que essa vizinha voltou para ficar. No outro dia a minha mãe passou por ela. Parece que o marido vem também, para ser operado. 

Karvela

quinta-feira, abril 28, 2016

Fuck me? Sure!

Há algum tempo passei meio dia a explicar a um doutorado que 200 + 200 = 400 e continuaram a chegar e-mails a pedir esclarecimentos acerca desta equação quântica, quase sobrenatural, diria divina até que parou, saciado por uma reformulação, no sentido de duzentos mais duzentos é igual a quatrocentos, assim sim, está mais explicado.

Começo a questionar esta coisa de daqui a pouco tempo estar a prestar provas para imbecil doutorada.

Karvela

I'm judging you

O racio de dentes por pessoa é uma qualidade subvalorizada.

Karvela

sexta-feira, abril 22, 2016

Serviço Público

Eu já levo uns anos nesta terra e vou perdoando algumas coisas aos jovens, que têm cérebros mais recentes - é certo, mais frescos mas com menos quilometragem, aquilo anda mas desenvolve pouco - e por isso alguns detalhes escapam-lhes e nós sorrimos e damos palmadinhas nas moleirinhas, que ainda não fecharam por completo e depois aquilo é um bocado mole e fazemos todos aquela cara de quando se toca na moleirinha que é nheee e ewww e outra vez!

Por isso, é com um sentimento que oscila entre o enojado e o satisfeito que observo frequentemente o comportamento de mulheres e homens que têm idade para serem meus primos mais velhos no ato de esperar, na bomba de gasolina, dentro do carro, em fila para abastecer, que a pessoa da frente se despache, frequentemente exasperados, numa postura corporal que denuncia um "olhamestefilhadaputa que agora deve estar lá dentro a comprar chocolates para a família toda!" ou um "caralhosmafodam podias andar mais devagar até ao carro, não?".

Especialmente para vós, gente que povoava abundantemente as bombas da direita daquela estação de serviço esta manhã, deixando as bombas da esquerda completamente vazias, nosso senhor nos livre e guarde de pensar para além do que vos é posto à frente dos olhos. Estou cá eu para vos mostrar o caminho chamar-vos estúpidos ajudar.

Jovem, o meu depósito também é à direita e, ainda assim, eu parei alegremente na bomba que fica à minha esquerda e... espera... espera... puxei a mangueira do gasóil que... olha, espera... ai... é comprida (mind = blown, eu sei!) e tu podes puxar e depois ela chega ao depósito mesmo que esse depósito esteja longe da agulheta. Aquilo não trava ao fim de 50cm e não te puxa de encontro ao sem chumbo com toda a força como se fosse um cordel de bungijumpe, aquilo continua e continua e podes, em parando o carro só um metro à frente do que é costume, pôr o teu combustível com uma ausência de nervos que é um mimo.

25 de Abril sempre. Foda-se.

Karvela 

quarta-feira, abril 20, 2016

FrankenCool

De vez em quando ouço a expressão "Epáááá este banco está todo deitado! Conduzes deitada...? É para parecer fixe?". 

Ora, eu não sei em que fantasia de 1994 é que o kramer ainda vive, na qual a equação conduzir reclinado com os braços buéda esticados = inacreditavelmente fixe, mas eu gostava só de deixar aqui claro que: 

a) não é fixe conduzir como se tivesse aquele problema nas articulações que faz as pessoas andarem com os braços todos caídos, aquilo nem abana, mete impressão.  

b) nem na nossa adolescência era fixe conduzir ou ver alguém conduzir assim, os garotos que acham que isso é um íman de puss ficam a parecer muito baixinhos porque só se vê do queixo para cima. É como o tipo que eu vi no outro dia a conduzir um porsche, o carro era mesmo muito lindo mas o gajo era daqueles que veste o pullover por cima da camisa e nem preciso dizer mais nada que vocês entendem, é daquelas infelicidades da vida.

c) eu passo coisa de duas horas por dia a conduzir, é o mais perto que eu tenho de estar descansada mas sem estar a dormir, na maior parte das vezes.

Karvela

sábado, abril 09, 2016

Asshole brain

É estar mesmo quase a adormecer e lembrar-me daquele dia em 1992 em que deixei de usar champô dois em um e fui comprar, cheia de confiança, um champô que afinal era um amaciador e lavei o cabelo só com amaciador e tive que ir para a escola com uma marrafa que mais parecia um cordel e chegar a casa e perceber que afinal era só amaciador e não me lembrar exatamente quando é que comprei outra vez champô ou se usei o champô da minha mãe e a inquietação de pensar quanto tempo andei em com o cabelo feito guita, se foi um dia se foi uma semana, e a realização que o meu cabelo em geral ainda parece um barbantezito humilhante.

Karvela

sábado, abril 02, 2016

As coisas que me enojam #30986/A

Cocó do cão, tranquila.
Cocó da criança, porreiríssima da vida.
Criança bebe água do banho, vómito instantâneo.

Karvela

segunda-feira, março 28, 2016

Definições maternas #5950

Definição de manhã: o ato de arrancar uma criança de três anos e meio dos lençóis às 8h50, efetuar as necessárias libações - nenhuma -, vestir e alimentar a criança de forma absolutamente desadequada, sair de casa pelas 9h15, verificar que a criança se transformou, durante o percurso no veículo automóvel, num coala carente e não será simples sair da escola sem ouvir, pelo menos, doze diferentes entoações da palavra "mãe!". Isto seguido do ato de sair da escola de qualquer forma, demonstrando graus negativos de empatia e chegar ao trabalho às 10h em ponto constatando, enquanto se liga o computador, que não existe qualquer memória do caminho percorrido até aí.

quinta-feira, março 24, 2016

Definições maternas #6043

Definição de serão: o momento entre as 21h30 e as 22h30, durante o qual a criança já dorme e a mãe ainda se encontra suficientemente acordada para exclamar "oooohhh guuuuurl!" para o ecrã do computador onde passa um reality show, ao mesmo tempo que pensa que amanhã é, de facto, o dia em que regressa à dieta e à vida livre de comida processada, açucarada e engordurada, ao mesmo tempo que tempera o grego magro do Lidl com oito colheres de açúcar amarelo e já tem umas fatias de pão a dourar na torradeira porque, cito "uma sandes de chourição a esta hora com pão cru ainda é coisa para me cair mal".

Karvela

quarta-feira, março 23, 2016

Do not operate heavy machinery

Não há coisa que me tire com mais facilidade do mood meditativo do que começar a meditação guiada com o aviso palerma que é melhor não estar a conduzir durante uma sessão que é feita de olhos fechados. 

Isso e o aviso para não andar a conduzir catrapilas e empilhadoras senão já sabes que ficas tão relaxada que vais em frente no armazém do ikea e quando acordas vês, em grande vergonha, que andaste a arrastar atoalhados e cuvetes de gelo.

Karvela (a meditação não é para pessoas imaginativas)

terça-feira, março 22, 2016

Definições maternas #3490

Definição de tomar um comprimido quando se coabita com uma criança de três anos e meio: o ato de colocar o comprimido na boca, observar em grande pânico, e já com a língua amarga, que não se pensou que a água deveria estar já preparada aquando da toma da medicação, seguido do ato de espreitar para dentro de qualquer um dos múltiplos copos/ garrafas/ canecas/ copos de brincar, e que são, cito enfaticamente, "minhas!", que enfeitam toda e qualquer superfície de um compartimento, momento ao qual se segue o ato de entender qual o rácio de água para baba/ ranho/ resíduos diversos - parcialmente provenientes de não apenas beber a água mas também logo de seguida empurrar parte dessa água novamente para dentro do copo/ garrafa/ caneca/ copo de brincar - e, após aturada avaliação beber na mesma constatando que, tristemente, a medicação já se encontra a meio do esófago.

Karvela